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Critérios Globais de Turismo Sustentável


A. Demonstrar uma gestão eficaz sustentável.
A.1. A empresa tem implementado a longo prazo a sustentabilidade do sistema de gestão que seja adequado à sua realidade e escala, e que considera questões ambientais, sócio-culturais, de qualidade, saúde e segurança.
A.2. A empresa está em conformidade com a legislação pertinente internacional ou local e regulamentos aplicáveis (incluindo, entre outros, saúde, segurança, trabalho e aspectos ambientais.)
A.3. Todos os funcionários recebem treinos periódicos sobre o seu papel na gestão do meio ambiente, saúde, sócio-cultural, e práticas de segurança.
A.4. A satisfação do cliente é medida e são tidas acções correctivas quando apropriado.
A.5. Os materiais promocionais são precisos e completos e não prometem mais do que pode ser entregue pela empresa.
A.6. Projecto e construção de edifícios e infra-estruturas:
A.6.1. Respeitar as zonas locais e requisitos de área protegida ou património;
A.6.2. respeitar o ambiente do património natural ou cultural, em implantação, concepção, avaliação de impacto, os direitos à terra e aquisição;
A.6.3. utilização local adequada dos princípios de construção sustentável;
A.6.4. fornecer acesso para pessoas com necessidades especiais.
A.7. Informações e interpretação da paisagem natural, a cultura local, o património cultural são fornecidas aos clientes, bem como explicar o comportamento adequado enquanto visitam áreas naturais, culturas vivas e património cultural.
B. Maximizar os benefícios sociais e económicos para a comunidade local e minimizar os impactos negativos.
B.1. A empresa suporta activamente iniciativas de desenvolvimento social e infra-estrutura comunitária, incluindo, entre outros, a educação, saúde e saneamento.
B.2. Os residentes locais estão empregados, inclusive em cargos de gestão. O treino é oferecido quando necessário.
B.3. Os serviços de comércio locais e bens são adquiridos pela empresa, quando disponíveis.
B.4. A empresa oferece os meios necessários para os empresários locais desenvolverem e venderem produtos sustentáveis, baseados na natureza da região, história e cultura (incluindo alimentos e bebidas, artesanato, artes de performance, produtos agrícolas, etc.)
B.5. Um código de conduta para as actividades nas comunidades indígenas e locais, tem sido desenvolvido, com o consentimento e em colaboração com a comunidade.
B.6. A empresa tem implementado uma política de combate à exploração comercial, principalmente de crianças e adolescentes, incluindo a exploração sexual.
B.7. A empresa é justa na contratação de mulheres e minorias locais, inclusive em cargos de gestão, enquanto cautelosa no trabalho infantil.
B.8. A protecção jurídica internacional ou nacional dos trabalhadores é respeitada, e é pago aos funcionários um salário mínimo.
B.9. As actividades da empresa não põem em causa a prestação de serviços básicos, como água, energia ou saneamento para as comunidades vizinhas.
C. Maximizar os benefícios para o património cultural e minimizar os impactos negativos,
C.1. A empresa segue as orientações estabelecidas ou um código de comportamento para visitas culturalmente ou historicamente sensíveis, a fim de minimizar o impacto de visitantes e maximizar a diversão.
C.2. Artefactos históricos e arqueológicos não são vendidos, comercializados ou apresentados, excepto nos casos permitidos por lei.
C.3. O negócio contribui para a protecção do local histórico, arqueológico, cultural e características espiritualmente importantes e o acesso não é impedido pelos moradores locais.
C.4. A empresa Usa elementos da arte local, arquitectura ou património cultural nas suas operações, design, decoração, alimentação ou lojas, respeitando os direitos de propriedade intelectual das comunidades locais.
D. Maximizar os benefícios para o meio ambiente e minimizar impactos negativos.
D.1. Conservação de recursos.
D.1.1. Política de compra de produtos ecológicos para materiais de construção, bens de capital, alimentos e consumíveis.
D.1.2. A compra de produtos descartáveis e de consumo é medida e a empresa procura activamente maneiras de reduzir o seu uso.
D.1.3. Consumo de energia deve ser medido, fontes indicadas e medidas para diminuir o consumo global devem ser adoptadas, incentivando o uso de energias renováveis.
D.1.4. O consumo de água deve ser medido, as fontes indicadas, bem como devem ser adoptadas medidas para diminuir o consumo global.
D.2. Redução da poluição
D.2.1. Emissões de gases com efeito, de todas as fontes, são controladas pela empresa, medidas e são implementados procedimentos para reduzir e compensá-los como um caminho para alcançar a neutralidade climática.
D.2.2. Águas Residuais, incluindo a água cinza, são tratadas de forma eficaz e reutilizadas sempre que possível.
D.2.3. Um plano de gestão de resíduos sólidos e implementado, com metas quantitativas para minimizar os resíduos que não sejam reutilizado ou reciclados.
D.2.4. O uso de substâncias nocivas, incluindo pesticidas, tintas, desinfectantes para piscinas e materiais de limpeza, é minimizado; substituído, quando disponíveis, por produtos inócuos, e todo o uso de produtos químicos é adequadamente gerido
D.2.5. O negócio implementa práticas para reduzir a poluição do ruído, escoamento superficial, erosão, compostos que destroem a camada de ozono e contaminantes do ar e do solo.
D.3. Conservação da biodiversidade, ecossistemas e paisagens.
D.3.1. Espécies de animais selvagens só são colhidos nas florestas, consumidos, expostos, vendidos ou comercializados internacionalmente, como parte de uma actividade regulada que garante que a sua utilização seja sustentável.
D.3.2. Não são mantidos animais selvagens em cativeiro, excepto para as actividades devidamente regulamentadas, espécimes vivas de espécies protegidas só são mantidos por aqueles que são autorizados e com casa devidamente equipada para cuidar deles.
D.3.3. A empresa utiliza espécies nativas no paisagismo e restauração, toma medidas para evitar a introdução de espécies exóticas invasoras.
D.3.4. O negócio contribui para o apoio da conservação da biodiversidade, incluindo o apoio às áreas naturais protegidas e áreas com grande valor de biodiversidade.
D.3.5. Interacções com a vida selvagens não devem produzir efeitos adversos sobre a viabilidade das populações no meio selvagem, qualquer perturbação dos ecossistemas naturais é minimizada, reabilitada, e há uma contribuição compensatória para a gestão da conservação.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Trabalho Rute

www.greenforce.org

Numa primeira abordagem ao site, na página principal existe uma breve apresentação do que é a “Greenforce”, existe também um mapa mundo com todos os locais onde esta entidade actua no terreno, estando por isso á escolha de todos os visitantes do site optarem pelo local onde gostariam de praticar alguma actividade.

A Greenforce é uma organização sem fins lucrativos com mais de 15 anos de vida, têm desenvolvido diversos trabalhos humanitários e criado diversos parques marinhos, contundo o maior desempenho desta organização tem sido sem dúvida o trabalho voluntário desenvolvido por eles ajudando assim o desenvolvimento sustentável das comunidades onde actuam. Referem ainda que o seu trabalho é ideal para estudantes pelas actividades em sim e por ser bastante gratificante o seu trabalho.

No site temos várias opções de pesquisa em relação ao seu trabalho e actividades desempenhadas, como por exemplo uma opção onde eles explicam quem são, onde actuam e o porquê da escolha “Greenforce”, explicam também que procuram estudantes, pessoas dispostas a fazer este tipo de voltuntariado e que gostem de viajar.

Numa outra opção eles apresentam-nos os diversos locais do mundo onde actuam e onde fazem expedições, são muitos os locais desde, China, Tanzânia, Nepal, Fiji, Equador, índia, África do Sul e muitos outros locais.

Encontramos também os dias que eles estão disponíveis para falar sobre este trabalho e para cativarem um número maior de voluntários, referem que a próxima data será dia 28 de Novembro desde presente ano, e dão-nos a oportunidade de com uma reunião nos cativarem a aventurarmo-nos numa destas expedições.

Algo muito importante num site como este é o contacto, os locais onde actuam, os países onde estão sediados e também o mapa da região para quem os queira visitar puder assim encontrar mais facilmente o local.

Para completar a apresentação do site e de tudo o que se encontra nele, a Greenforce no site, apresenta também várias fotos e vídeos do seu trabalho nos diversos locais onde desempenham o seu trabalho de voluntariado.

Contacto: Greenforce, 530 Fulham Road, Fulham, London, SW6 5NR Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

My best Ecolodge

Tswalu Kalahari Reserve, South Africa

http://www.tswalu.com/index.php

Ø Apresentação



A minha best ecolodge é a reserva de Tswalu Kalahari e situa-se mesmo no coração Northern Cape Province na África do Sul , onde um empresário de nome Stephen Boler, comprou 34 fazendas no deserto de Kalahari e as tranformou numa enorme reserva selvagem. É então um dos maiores projectos de conservação privada na história do Continente africano e dá-nos a oportunidade de experimentar e viver sensações fantásticas no mundo selvagem.

O Kalahari é uma mais vasta e árida região semi-árida de solos arenosos e porosos, que se estende por grande parte do sul do Kalahari na África. Estendendo-se desde o norte da África do Sul do Rio Orange, em frente oriental Namíbia, Botsuana, Zimbábue ocidental e em Angola, Zâmbia e do Congo - uma área total de mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados, ou dez vezes o tamanho da Grã-Bretanha.

Embora denominado como um deserto, não é um verdadeiro deserto é um local surpreendente e com uma enorme variedade de formas de vida de animal, répteis e insectos que conseguem sobreviver porque se adaptaram magnificamente e muitas vezes engenhosamente a este ambiente. Não só os répteis e os insectos são vistos a vaguear nesta vasta extensão, muitos outros animais selvagens se adaptaram para sobreviver com pouca água e para viverem fora das pastagens.

Por sua vez, o antílope fornece alimento para os carnívoros deste deserto como por exemplo os leões,as chitas, as hienas que partilham esta terra com uma incrível variedade fascinante de raras criaturas menores.

O povo de San Bushmen está no Kalahari há 20.000 anos como caçadores-coletores. Isso significa que eles sobrevivem de caça de animais selvagens com arcos e flechas e recolha de plantas comestíveis como bagas, melões e castanhas, bem como de insectos. Os Bushmen raramente bebem água, eles retiram a maior parte das necessidades de água nas raízes das plantas e melões encontrados no deserto ou sob o assoalho do deserto, frequentemente armazenam água nas cascas dos ovos das avestruzes. O San tem sua própria língua, característica que inclui clicando sons. Estes bosquímanos vivem em cabanas construídas com materiais locais - a estrutura é feita de ramos e a do telhado é de palha. Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

Os animais que vivem na região são em grande número e muitos deles se calhar nunca tinhamos ouvido falar, são eles as hienas castanhas, leões, suricatos, girafas, javalis, chacais e várias espécies de antílope (incluindo o elã, gemsbok, springbok, bubalinas, Steenbok, Kudu, e Cabrito), e também encontramos muitas espécies de aves e répteis . A vegetação no Kalahari consiste principalmente de gramíneas e acácias, mas existem mais de 400 espécies de plantas identificadas presentes (incluindo a melância selvagem ou melão Tsamma).

Derivada da palavra Tswana Kgala, significando que a grande sede, ou a palavra tribal Khalagari, Kgalagadi ou Kalagare (que significa "um lugar sem água"), o Kalahari tem vastas áreas cobertas por areia vermelha, sem qualquer superfície de água permanente. A drenagem é por vales secos, sazonalmente inundadas panelas, e as salinas grandes do Pan Makgadikgadi em Botsuana e Pan Etosha, na Namíbia. No entanto, o Kalahari não é um deserto verdadeiro. Partes do Kalahari recebem mais de 250 mm de chuva mal distribuída anualmente e possuem bastante vegetação, ele só é verdadeiramente árido no sudoeste (menos de 175 milímetros de chuva por ano) fazendo o deserto de Kalahari um fóssil. As temperaturas do verão no intervalo Kalahari 20-45 ° C. (68 a 113 ° F.)

O deserto do Kalahari, era um lugar muito mais molhado. O antigo lago Makgadikgadi dominou a área, cobrindo o Pan Makgadikgadi e outras áreas, até ao final da drenagem cerca de 10.000 anos atrás. Ele pode ter coberto uma vez, tanto quanto 80.000 km ² e foi de aproximadamente 30 m de profundidade.

A incrível beleza da paisagem envolvente e uma grande variedade de animais selvagens fazem da visita ao Tswalu uma experiência inesquecível. Game drives oferece a oportunidade perfeita para observar muitos animais ameaçados em seu habitat natural, ver uma variedade de insectos e pássaros e aprender sobre a vegetação original encontrada nesta região árida. Bush passeios com guias experientes Tswalu de campo e trackers oferecem aos clientes uma visão do mundo de absorção das criaturas menores, muitas vezes revelando seus ninhos e buracos. A região do Kalahari não é apenas muito bonita, mas também fascinante, descobrindo como cada criatura tem aprendido a adaptar-se a este ambiente.

Para uma experiência diferente de qualquer outra, os clientes podem explorar as planícies e dunas, a cavalo ou mesmo de num balão de ar quente. Esta é uma maneira perfeita de se sentir parte da quietude mágica que faz com que o Kalahari seja tão diferente. Ver gravura rock e aprender sobre a narração de histórias, imagens oníricas, medicinas Bush e cosméticos usados pelo povo San. Para terminar um dia perfeito, os clientes são servidos em torno de um fogo brilhante, na crista de uma duna, cercada por um horizonte infinito. Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

Tswalu oferece também uma abundância de actividades para acoplá-lo durante a sua estadia. Desde jogo drives em veículos abertos a passeios Bush, trilhas a cavalo, tiro com arco e jantares de dunas sob as estrelas. Dá a oportunidade aos clientes de se envolverem com a natureza e dormir sob as estrelas. Viagens de balão de ar quente sobre a paisagem do Kalahari são oferecidas, mas devem ser reservadas com antecedência. Existem também cursos de interesse em arqueologia, etno-botânica e da fotografia também estão disponíveis.

Para aqueles que querem relaxar, podem simplesmente ver o tempo passar enquanto estão sentados debaixo de uma das nossas salas sombreadas, de se refrescar na piscina ou visitando o Spa Santuário.

Se os clientes quiserem actividades mais relacionadas com o jogo, podem jogar uma partida de golfe no próximo Sishen Golf Course, situado nos arredores da cidade de Kathu, este é verdadeiramente um local único para se jogar uma partida de golfe, através de uma floresta Camelthorn 500 hectares à beira do deserto do Kalahari. Sishen par de 72, 18-buracos está actualmente classificado no top 30 melhores campos de golfe na África do Sul.

Também este é um local idela para se levar crianças, tendo as melhores condições para eles e os maiores divertimentos, essencialmente educativcos. Por isso esta reserva oferece unidades de jogos e passeios de Bush, as crianças vão poder aprender lições fascinantes sobre a vida selvagem, aves e vegetação.

Tswalu orgulha-se do número de diferentes espécies de animais dentro da reserva. Através de esforços de conservação do grande número de animais selvagens está a crescer um habitat totalmente natural.

Alguns dos destaques incluem o retorno do verdadeiro leão de juba preta de Kalahari, que divide o seu reino com a chita e o cão selvagem ameaçados de extinção. Tswalu é o lar de cerca de um terço da população da África do Sul do deserto do rinoceronte negro (Diceros bicornis bicornis), que está listada como uma das 10 espécies mais criticamente ameaçadas de mamíferos na África do Sul.

Mais de 70 espécies de mamíferos pode ser encontradas em Tswalu, incluindo a palanca negra e mais de 240 espécies de aves.

A reserva de Kalahari também tem espaços fantásticos e deslumbrantes para se ficar hospedado e desfrutar das maravilhosas vistas africanas. O Motse o hotel da reserva está situado no sopé da serra Korannaberg, de frente para oeste através das pradarias do Kalahari. Desenhado para misturar-se discretamente para a cadeia de montanhas que cercam a reserva do jogo, o Motse consiste em oito legae espaçosos (uma palavra para Tswana pequena casa / suite), todos equipados com um carácter distinto e elegante Africano. Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

O legaes são construídos de pedra local, barro vermelho rico e telhados típicos de Kalahari e, juntos, podem acomodar um máximo de 20 pessoas. Cada suite dispõe de um espaçoso quarto, uma casa de banho privada com cabine interior e exterior, uma grande área de vestir, uma lareira e um terraço privado com vista sobre um charco.

Outro dos locais onde se podem hospedar os visitantes desta reserva fica situado entre duas cadeias montanhosas circulante, Tarkuni é a última palavra em luxo isolado e é perfeito para pequenos grupos de até 10 pessoas.

O alojamento dispõe de cinco quartos de luxo, com casas de banho, sala comum e sala de jantar, biblioteca, pátio coberto e piscina. As crianças são bem-vindas no Tarkuni e as famílias podem sentir-se completamente em casa.

Ø Porque escolhi?



Eu escolhi a reserva de Tswalu Kalahari porque depois de alguma pesquisa, fiquei deslumbrada com tanta informação deste espaço, são locais que nós muitas vezes nem sequer sabemos que existem. Não só é um local ecológico, que tem respeito pela natureza e pela vida selvagem como também é um espaço de imensas culturas diferentes. É um local fantástico para pessoas que gostem e respeitem a natureza, que gostem também de aventura, pois este espaço não oferece só vistas deslumbrantes e hóteis de extremo luxo, como também dispõe de um enorme leque de actividades, muitas delas direccionadas para as expedições com uma maior interecção com a vida selvagem, onde os clientes podem ver diversas espécies selvagens que n teriam a oportunidade de ver por exemplo no continente europeu. Outro dos motivos porque escolhi esta reserva é pelo facto de ter grande interesse por estes assuntos, como hoje em dia tanto se fala de ecologia, estes locais são dos mais ecológicos que há, vivendo no meio da natureza e vida selvagem. Muito em contraste com o que mais estamos habituados, grandes cidades industrializidas em que o grau de poluição é enorme, e que tanto mal faz ao nosso planeta, vermos espaços assim, é estranho, porque pensamos nós “isto existe mesmo?”. Outro dos motivos porque escolhi esta reserva é porque se situa no continente africano, território esse que tem tanto para oferecer e que não está desenvolvido nem “ajudado” . É um continente que os países desenvolvidos chamam de “3º mundo”, mas depois de vermos estas maravilhas percebemos que se calhar este “pequeno” continente tem muito para nos oferecer. Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística



Ø Galeria de Fotos:

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Parque Natural de Serra D’Aire e Candeeiros

O Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, com uma área de aproximadamente 35000 hectares foi criado em 1979, ocupando mais de dois terços do Maciço Calcário Estremenho que é a mais importante zona calcária de Portugal, abrangendo as duas serras que lhe dão o nome e ainda o planalto de Santo António e o planalto de São Mamede.

O parque ocupa uma larga extensão, abrangendo diversos municípios: Alcobaça e Porto de Mós no Distrito de Leiria e Alcanena, Rio Maior, Santarém, Torres Novas e Ourém no Distrito de Santarém.

A Rocha é, pois, o elemento fundamental desta região, e ao longo do tempo, através de processos geomorfológicos, os elementos naturais foram modelando a rocha, sobretudo de origem calcária, dando origem a mais de mil e quinhentas grutas e galerias: um paraíso para Espeleologia.

A área do Parque reúne uma série de raras formações cársicas: algares, poljes, escarpas, campos de lapias, vales secos, exsurgências, etc. Não abundam cursos de água à superfície mas sim vários subterrâneos, que muitas vezes se transformam em grutas e galerias.

Com ocupação humana desde a pré-história, o Parque alberga ainda muitos locais por descobrir, abrigo de povos tão antigos, albergando também aldeias, vilas e cidades de grande legado patrimonial e histórico.

Em praticamente toda a extensão deste Parque, encontram-se muros de pedra solta que caracterizam a paisagem, muitos datados de tempos longínquos, património que revela a pobreza deste solo, que desde muito cedo foi explorado e aproveitado o seu melhor. Local de pastorícia, já desde o tempo de tribos nómadas pré-históricas, é comum observar espalhadas pelos campos “Casinas” de pastores feitas nesta pedra solta, que serviam e servem para abrigar os pastores das intempéries.

Cerca de 24000 habitantes residem na área do Parque, mas concentrados na periferia, em pólos de indústria têxtil e curtumes, enquanto que a população rural começa a escassear.

O Parque possui, ainda, das poucas salinas de origem não marinha existentes em Portugal.

Mais de seiscentas espécies vegetais podem ser encontradas no parque, representando cerca de um quinto do total das espécies em Portugal, muitas das quais não se encontram em mais nenhum local. A maior parte da superfície do Parque é ocupado por matagais, encontrando-se olivais, carvalhais (onde se encontra o carvalho-cerquinho) e algumas zonas de pinhais. Orquídeas, narcisos, alecrim, entre muitas outras espécies vegetais aqui se encontram.

Em termos de fauna, o símbolo do Parque é o Morcego, o que não é de estranhar devido à quantidade de grutas e galerias existentes na região. Mas outras espécies aqui proliferam, como a Gralha-de-bico-vermelho, o bufo-real bem como diversas espécies de repteis e anfíbios, como salamandras, sapos e tritões. Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

Empresa Licenciada

A “Fábricadalegria” é uma empresa de animação turística, localizada no Distrito de Santarém, com espaço de divulgação situado nas Marinhas do Sal de Rio Maior. Desenvolvem várias actividades, em qualquer zona do país, em função do público alvo e dos objectivos pretendidos. Têm uma oferta diversificada de actividades, enquadradas por técnicos especializados nas várias áreas, que lhe garantem um serviço de qualidade, em que as questões de segurança e o respeito pelo meio ambiente são uma prioridade.

Os seus objectivos são:

- Promover o desenvolvimento turístico das regiões, através da realização de eventos integrados no meio natural, cultural e social;

- Proporcionar momentos de pura diversão a todas as idades;

- Estimular a observação e a descoberta do património natural e cultural;

- Dinamizar actividades que promovam o convívio entre todas as gerações;

- Animação e decoração de espaços festivos;

- Organização de Eventos

Foram Muitas as actividades realizadas por esta empresa, como por exemplo:

- Company Day Nobre, Quinta do Falcão 2008

- Company Night Nobre - Feira Medieval, Qta. do Campo 2007

- Reunião Nacional de Vendas, Nobre, Golden Eagle Outubro de 2007

- Expedição às Berlengas Nobre, 2007

- Company Day Nobre, Golden Eagle 2006

- Peddy Paper Bonduelle, Golegã 2008

- Atelier de Pintura Bonduelle, Fátima 2007

- Convenção Distherm - Ceia Medieval, Qta. do Campo 2007

- Festa de Natal Brandcom, Oeiras Lagoas Parque 2006 e 2007 Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

- Jogos sem Fronteiras Gefco, Pisão 2007

- Passeio em Balões de Ar Quente, Évora 2006

- Festa de Natal, Bombeiros Voluntários de Almeirim, 2007

- Festa da Juventude, Rio Maior 2006

- Festa da Primavera, Voo Cativo em Balão de Ar Quente, Herdade do Freixo do Meio, 2006

- Tasquinhas, Rio Maior 2005, 2006, 2007

- Multi-actividades - Selecção Portuguesa de Andebol, Marinhas do Sal 2006

- Festamb, Olhos de Água do Alviela, 2004, 2005, 2006, 2007

- IV Festival Internacional de Papagaios, Alcochete 2004

- I Festival dos Ventos, Alvados 2004

- Encontro de Balões de Ar Quente, Porto de Mós 2004.

Organização vários tipos de eventos, dos quais:

- Encontros de Balões de Ar Quente

- Comemorações - Dia da Criança, Dia da Água, Dia da Energia, Dia do Ambiente, com actividades lúdico-pedagógicas

- Festivais de Papagaios

- Campeonatos de Matraquilhos Humanos

- Campeonatos de Paint-Ball

- Actividades de Outdoor para escolas, empresas, autarquias, associações...

- Animação de Festas (Aniversários, Casamentos, Baptizados)

- Rotas temáticas ("No trilho dos Dinossáurios", "Viagens ao Centro da Terra"...)

- Eventos Medievais.

Têm diversas actividades actividades disponíveis:

- Jogos tradicionais

- Observação de Aves

- Pinturas Faciais e Modelagem de Balões

- Paint-ball

- Tiro com arco

- Ateliers de Construção e Voo de Papagaios Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

- Demonstrações de voo sincronizado com Papagaios

- Jogos pedagógicos na área ambiental (caça ao tesouro, orientação, descoberta da natureza, etc)

- Magia e Artes Circenses

- Visitas ao meio subterrâneo

- Baptismos de voo em Parapente e Balão de Ar Quente

- Bergs

- Ceias Medievais

- Clínica de Golf

- Animação Musical, Sistema de Som e Karaoke

- Carrinho de Pipocas e Algodão Doce.

Organizam passeios Todo-o-Terreno:

- Passeios guiados em veículos todo-o-terreno, para grupos familiares, de amigos, empresas, associações. Uma forma diferente de descobrir com segurança as várias regiões de Portugal (Serra de Montejunto, Serras da Peneda - Gerês).

Organizam também Percursos Pedestres:

- Percursos pedestres adaptados a todas as idades, com diferentes temáticas e graus de dificuldade.

Dando a oportunidade de os clientes descobrire aspectos particulares do nosso património geológico, florístico, faunístico, etnográfico e arquitectónico!

Porque escolhi esta empresa?

- Escolhi esta empresa, porque para além de ser licenciada pelo ICNB, é um parque ecológico e tudo faz para proteger e preservar o que nele existe. É uma empresa que tem uma enorme variedade de actvidades e nenhuma delas vai “contra” a natureza, nenhuma danifica o património ambiental, como muitas vezes assistimos em outras ocasiões. Outra das razões porque escolhi esta empresa é pelo facto de ficar no meu local de residência ao qual me despertou interesse em saber mais acerca das actividades que proporciona e o trabalho que desempenha. É um parque grande e depois de alguma pesquisa verifiquei que não está ao abandono porque possui diversos tipos de lazer para quem o queira visitar. Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

Galeria de Fotos: Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

Anexo:

PROGRAMA NACIONAL DE TURISMO DE NATUREZA

A importância dos valores naturais, paisagísticos e culturais únicos inerentes ao território das Áreas Protegidas e a crescente procura destes locais para actividades de recreio e lazer em contacto directo com a natureza e com as culturas locais fazem com que estes espaços se constituam como novos destinos turísticos.

Tendo em conta que a actividade turística necessita sempre de um espaço físico (natural e cultural) para o seu desenvolvimento, uma vez que é este que providencia as atracções para os turistas, a sua implementação deve ser baseada em critérios de sustentabilidade, pelo que face as estas duas ordens de razões foi criado o Programa Nacional de Turismo de Natureza, PNTN.

O PNTN, que resultou de uma parceria pioneira em Portugal entre as Secretarias de Estado do Ambiente e do Turismo, foi definido através da Resolução de Conselho de Ministros nº 112/98, de 25 de Agosto, e é exclusivo da Rede Nacional de Áreas Protegidas, RNAP. O PNTN faz parte de um conjunto de orientações políticas internacionais direccionadas para o desenvolvimento sustentável destas áreas, que no caso particular do turismo visa permitir a recuperação e conservação do património natural e cultural apoiado em quatro vectores principais: conservação da natureza, desenvolvimento local, qualificação da oferta turística e diversificação da actividade turística.

Dez anos após criação do PNTN, o conceito de Turismo de Natureza foi redefinido. De acordo com o novo enquadramento legal para os empreendimentos turísticos e para as actividades de animação turística, considera-se turismo de natureza a actividade turística que decorra em áreas classificadas ou outras com valores naturais, que seja como tal reconhecida pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P.

O reconhecimento da actividade turística como Turismo de Natureza é baseado, para os empreendimentos turísticos, na implementação e adesão a um conjunto de requisitos e critérios de boas práticas ambientais e na participação em, pelo menos, um projecto de conservação da natureza e da biodiversidade (Portaria n.º 261/2009, de 12 de Março), sendo o pedido efectuado junto do ICNB, I.P. Este reconhecimento é facultativo, independentemente da localização do empreendimento turístico. Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

Para as actividades de animação turística e/ou marítimo - turísticas, o seu reconhecimento como Turismo de Natureza é obrigatório no território abrangido pela Rede Nacional de Áreas Protegidas e opcional fora deste espaço e assenta também na participação em, pelo menos, um projecto de conservação da natureza e da biodiversidade (facultativo para micro-empresas) e na adesão formal a um código de conduta (Portaria n.º 651/2009, de 12 de Junho), cumprindo integralmente um conjunto de normativos relacionados com a responsabilidade empresarial e com boas práticas ambientais, no âmbito do exercício da sua actividade.

O pedido de reconhecimento das actividades de animação turística e/ou marítimo – turísticas como Actividades de Turismo de Natureza é efectuado junto do Turismo de Portugal, I.P., através de formulário disponibilizado para o efeito no seu sítio da internet.

A atribuição do reconhecimento como Turismo de Natureza permite às empresas o uso do logótipo – Turismo de Natureza, bem como a sua designação em todos os seus suportes de comunicação.

Contactos:

Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade

Departamento de Comunicação e Gestão de Operações

Rua de Santa Marta nº 55

1169-230 Lisboa

Tel.: (+351) 21 350 79 00, Fax: (+351) 21 350 79 84 Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

Turismo Ambiental em Crescimento

Experiências na Zâmbia

(Resumo)

Ao longo de duas décadas é de realçar o crescimento do turismo de natureza e também o de voltuntariado, no que diz respeito aos projectos efectuados na natureza, ou seja um maior desenvolvimento do turismo ambiental. Neste documento verifica-se o papel desempenhado por voluntários que ao longo de 10 semanas, partilharam as suas experiências no seio da natureza onde realizaram uma expedição em ambiente natural. Tendo estes disponibilizado uma série de entrevistas, ao longo da sua estadia, verificando-se assim algumas alterações a nível do seu desenvolvimento tanto positivas como negativas. Sentiram diferentes sensações por estarem num meio ambiental, sendo importante para o seu desenvolvimento e também para a captação de novas habilidades pessoais.

Introdução:

Como já foi referido este artigo revela-nos experiências de voluntários que fizeram parte de uma expedição de 10 semanas, pela Greenforce na Zâmbia. Esta organização coordena expedições ambientais em alguns países em desenvolvimento, tentando explorar o desenvolvimento pessoal dos voluntários e o desenvolvimento das suas habilidades também em ambiente natural, neste caso no meio da ntureza. Esta expedição e ao mesmo tempo experiência teve lugar no Parque Nacional de Kafue na Zâmbia, e durante esse tempo os voluntários participaram no trabalho de preservação, observando as espécies produtoras existentes, a população e para a aventura ser maior ficaram instalados num acampamento com as necessidades básicas de vida, sendo que o autor deste artigo foi um dos voluntários desta expedição.

Revisão da Literatura - Baseada na natureza, ambiente e turismo voluntário:

Segundo o artigo, a definição de turismo natureza significa, visitar locais com poucas condições de desenvolvimento, onde se experimenta fenómenos da natureza incríveis, envolvendo o contacto com a natureza, paisagens e acima de tudo com a vida selvagem, tão desconhecida para muitos e que é um elemento importante para a libertação do dia-a-dia de uma grande cidade. Este tipo de turismo é bastante rico nas actividades que proporciona, pois são todas ao ar livre e a experiência é enorme ao se esquiar e passear de barco no meio da vida selvagem. Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

A Greenforce e as suas expedições ambientais têm um peso enorme no turismo ambiental porque tem uma gratificante missão de ajudar na preservação da vida selvagem, do ambiente natural e na interpretação das espécies tanto em áreas protegidas ou não. Outro dos aspectos fundamentais do trabalho desempenhado pela Greenforce é o facto de esta servir para atraír novos turistas a estas localidades e dinamizar o turismo internacional, verificando-se um aumento da procura nos últimos anos, mas não este não é similar em todas as regiões mundiais.

Este tipo de turismo é caracterizado como um sub-tema do Turismo alternativo ou até mesmo do turismo de aventura, sendo definido como um tipo de turismo em que as pessoas se voluntariam e pagam para fazer estas expedições e participar nestes projectos, sendo mais do que isso, projectos estes que ajuda as populações locais no seu desenvolvimento sustentável e no seu ecoturismo. Como já foi referido este tipo de turismo tem vindo a aumentar nos últimos anos, talvez seja porque hoje em dia haja uma maior preocupação com estes temas, ambiente, desenvolvimento sustentável, factores que contribuem para uma mudança de mentalidades e uma maior interacção com o ambiente.

Apesar de este aumento, é de verificar uma diminuição dos apoios financeiros, sendo então necessário as empresas de preservação governamentais e não-governamentais a procurarem o apoio voluntário para assim desemprenharem a sua função junto destas áreas protegidas.

Estes voluntários são na sua grande maioria adultos entre os 18-25 anos, com disponibilidade e liberdade para viajarem e desempenharem a sua tarefa de voluntariado durante algum tempo, disponilizando logo após a finalização do curso universitário.

Desenvolvimento Pessoal:

Este é um dos grandes objectivos destas expedições, não só o de ajudar no desenvolvimento sustentável das comunidades locais e apoiar a preservação do meio ambiente, mas também o da realização pessoal dos voluntários que nelas participam. São grandes experiências vividas, sujeitas a grandes riscos, onde nelas têm de estabelecer metas, cooperação, confiança, tudo isso é o suficiente para mudar mentalidades e desenvolver os voluntários a nível pessoal.

Conclusão:

Em suma, este artigo refere-nos uma experiência vivida por voluntários, que se disponibilizaram a fazer parte de uma expedição á Zâmbia, mais concretamente no Parque Nacional de Kafue. Durante esta expedição estes voluntários foram entrevistados e foram analisadas todas as alterações feitas ao seu Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar - Peniche Ano Lectivo 2009/2010 Projecto de Turismo Natureza 3º Ano – Animação Turística

desenvolvimento pessoal devido a todas as experiências que neste parque obtiveram durante as 10 semanas que lá estiveram. Nesta expedição foi visível as mudanças de mentalidades que a expedição teve sobre eles, devido ao meio onde estavam, um mundo a que não estavam habituados e que é completamente distinto do seu. Um contacto com a natureza, com todas as espécies que habitam aquele local, até mesmo com a população foi o suficiente para despertar novas emoções nos voluntários como também a preocupação com o meio ambiente e o que tudo ele envolve

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