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Critérios Globais de Turismo Sustentável


A. Demonstrar uma gestão eficaz sustentável.
A.1. A empresa tem implementado a longo prazo a sustentabilidade do sistema de gestão que seja adequado à sua realidade e escala, e que considera questões ambientais, sócio-culturais, de qualidade, saúde e segurança.
A.2. A empresa está em conformidade com a legislação pertinente internacional ou local e regulamentos aplicáveis (incluindo, entre outros, saúde, segurança, trabalho e aspectos ambientais.)
A.3. Todos os funcionários recebem treinos periódicos sobre o seu papel na gestão do meio ambiente, saúde, sócio-cultural, e práticas de segurança.
A.4. A satisfação do cliente é medida e são tidas acções correctivas quando apropriado.
A.5. Os materiais promocionais são precisos e completos e não prometem mais do que pode ser entregue pela empresa.
A.6. Projecto e construção de edifícios e infra-estruturas:
A.6.1. Respeitar as zonas locais e requisitos de área protegida ou património;
A.6.2. respeitar o ambiente do património natural ou cultural, em implantação, concepção, avaliação de impacto, os direitos à terra e aquisição;
A.6.3. utilização local adequada dos princípios de construção sustentável;
A.6.4. fornecer acesso para pessoas com necessidades especiais.
A.7. Informações e interpretação da paisagem natural, a cultura local, o património cultural são fornecidas aos clientes, bem como explicar o comportamento adequado enquanto visitam áreas naturais, culturas vivas e património cultural.
B. Maximizar os benefícios sociais e económicos para a comunidade local e minimizar os impactos negativos.
B.1. A empresa suporta activamente iniciativas de desenvolvimento social e infra-estrutura comunitária, incluindo, entre outros, a educação, saúde e saneamento.
B.2. Os residentes locais estão empregados, inclusive em cargos de gestão. O treino é oferecido quando necessário.
B.3. Os serviços de comércio locais e bens são adquiridos pela empresa, quando disponíveis.
B.4. A empresa oferece os meios necessários para os empresários locais desenvolverem e venderem produtos sustentáveis, baseados na natureza da região, história e cultura (incluindo alimentos e bebidas, artesanato, artes de performance, produtos agrícolas, etc.)
B.5. Um código de conduta para as actividades nas comunidades indígenas e locais, tem sido desenvolvido, com o consentimento e em colaboração com a comunidade.
B.6. A empresa tem implementado uma política de combate à exploração comercial, principalmente de crianças e adolescentes, incluindo a exploração sexual.
B.7. A empresa é justa na contratação de mulheres e minorias locais, inclusive em cargos de gestão, enquanto cautelosa no trabalho infantil.
B.8. A protecção jurídica internacional ou nacional dos trabalhadores é respeitada, e é pago aos funcionários um salário mínimo.
B.9. As actividades da empresa não põem em causa a prestação de serviços básicos, como água, energia ou saneamento para as comunidades vizinhas.
C. Maximizar os benefícios para o património cultural e minimizar os impactos negativos,
C.1. A empresa segue as orientações estabelecidas ou um código de comportamento para visitas culturalmente ou historicamente sensíveis, a fim de minimizar o impacto de visitantes e maximizar a diversão.
C.2. Artefactos históricos e arqueológicos não são vendidos, comercializados ou apresentados, excepto nos casos permitidos por lei.
C.3. O negócio contribui para a protecção do local histórico, arqueológico, cultural e características espiritualmente importantes e o acesso não é impedido pelos moradores locais.
C.4. A empresa Usa elementos da arte local, arquitectura ou património cultural nas suas operações, design, decoração, alimentação ou lojas, respeitando os direitos de propriedade intelectual das comunidades locais.
D. Maximizar os benefícios para o meio ambiente e minimizar impactos negativos.
D.1. Conservação de recursos.
D.1.1. Política de compra de produtos ecológicos para materiais de construção, bens de capital, alimentos e consumíveis.
D.1.2. A compra de produtos descartáveis e de consumo é medida e a empresa procura activamente maneiras de reduzir o seu uso.
D.1.3. Consumo de energia deve ser medido, fontes indicadas e medidas para diminuir o consumo global devem ser adoptadas, incentivando o uso de energias renováveis.
D.1.4. O consumo de água deve ser medido, as fontes indicadas, bem como devem ser adoptadas medidas para diminuir o consumo global.
D.2. Redução da poluição
D.2.1. Emissões de gases com efeito, de todas as fontes, são controladas pela empresa, medidas e são implementados procedimentos para reduzir e compensá-los como um caminho para alcançar a neutralidade climática.
D.2.2. Águas Residuais, incluindo a água cinza, são tratadas de forma eficaz e reutilizadas sempre que possível.
D.2.3. Um plano de gestão de resíduos sólidos e implementado, com metas quantitativas para minimizar os resíduos que não sejam reutilizado ou reciclados.
D.2.4. O uso de substâncias nocivas, incluindo pesticidas, tintas, desinfectantes para piscinas e materiais de limpeza, é minimizado; substituído, quando disponíveis, por produtos inócuos, e todo o uso de produtos químicos é adequadamente gerido
D.2.5. O negócio implementa práticas para reduzir a poluição do ruído, escoamento superficial, erosão, compostos que destroem a camada de ozono e contaminantes do ar e do solo.
D.3. Conservação da biodiversidade, ecossistemas e paisagens.
D.3.1. Espécies de animais selvagens só são colhidos nas florestas, consumidos, expostos, vendidos ou comercializados internacionalmente, como parte de uma actividade regulada que garante que a sua utilização seja sustentável.
D.3.2. Não são mantidos animais selvagens em cativeiro, excepto para as actividades devidamente regulamentadas, espécimes vivas de espécies protegidas só são mantidos por aqueles que são autorizados e com casa devidamente equipada para cuidar deles.
D.3.3. A empresa utiliza espécies nativas no paisagismo e restauração, toma medidas para evitar a introdução de espécies exóticas invasoras.
D.3.4. O negócio contribui para o apoio da conservação da biodiversidade, incluindo o apoio às áreas naturais protegidas e áreas com grande valor de biodiversidade.
D.3.5. Interacções com a vida selvagens não devem produzir efeitos adversos sobre a viabilidade das populações no meio selvagem, qualquer perturbação dos ecossistemas naturais é minimizada, reabilitada, e há uma contribuição compensatória para a gestão da conservação.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Trabalho Fábio Rodrigues

Trabalho Fábio
Introdução

Este trabalho irá explorar o tema do turismo de natureza sob forma de voluntariado, isto é, vamos ver como fugir do habitual descanso absoluto em troca com umas férias num local paradisíaco ajudando ao mesmo tempo esse local a se manter intacto, ao mesmo tempo que se vivem experiencias que podem mudar o rumo da vida de uma pessoa que passe por elas. Vamos também explorar algumas empresas especificas que trabalham no ramo sempre com um objectivo em comum que é, preservar o ambiente e sensibilizar as pessoas para os problemas que podem causar com os seus maus hábitos. Tudo isto, ao mesmo tempo que desfrutam da beleza das paisagens, dos conhecimentos que adquirem sobre fauna e flora locais, ou até mesmo, do que descobrem acerca de si próprios e que podem em alguns casos, mudar as suas vidas.



Greenforce

A Greenforce foi criada em 1996 e consiste em promover expedições a locais com necessidades particulares através de projectos desenvolvidos com turistas voluntários. Do fundador Marcus Watts surgiu a ideia com a finalidade de criar comunidades sustentáveis e preservar o meio ambiente em pontos específicos inalterados pelo homem de forma a protege-los. No site é possível entrar em contacto com a Greenforce bem como tomar conhecimento de todos os termos a seguir para os possíveis interessados. É também possível visualizar imagens e vídeos sobre os vários locais onde operam os seus projectos. china.jpg




Introdução

Este jornal investiga as experiencias dos voluntarios no turismo de naturaza durante todo o período de uma expedição pela Greenforce no Zâmbia. Tem havido uma pesquisa prévia para examinar o desenvolvimento temporal das experiencias dos voluntários num contexto de turismo natureza. Falta ainda uma pesquisa necessária sobre este tópico, mais profunda, a fim de entender como é que o voluntariado no turismo de natureza promove mudanças pessoais entre os participantes. A pesquisa revelou tendência para dar a conhecer novos conhecimentos em estudos recentes levando a cabo entrevistas detalhadas sobre cada respondente durante todo o período da expedição investigando como e que as suas experiencias no meio ambiente tiveram impacto positiva ou negativamente no u desenvolvimento pessoal.



NBT – Turismo ambiental e voluntarismo

O NBT (Nature-based tourism), envolve visitas a locais não desenvolvidos e promove experiencias de fenómenos da natureza relativamente imperturbados. Estas expedições possuem uma forte temática do NBT e provem o contacto intimo dos seus participantes tendo como um dos objectivos sensibiliza-los e educa-los através da promoção de actividades em contacto directo com a natureza no seu ambiente selvagem. O NBT tem demonstrado um forte crescimento nos últimos anos sendo o turismo de natureza voluntariado considerado uma forte alternativa ao turismo de natureza e ao turismo de aventura. Consiste basicamente em turistas que pagam para se voluntariarem em projectos organizados. Nestes projectos, as actividades podem incidir sobre a educação, conservação, arqueologia, e desenvolvimento comunitário, e em retorno, os voluntários adquirem experiências que contribuem para o seu desenvolvimento pessoal, através do contacto com a natureza e vivendo em condições básicas. De uma forma geral, a faixa etária dos voluntários está entre os 18 e os 25 anos e representa normalmente pessoas que fazem uma pausa entre o secundário e o ensino superior ou pessoas que já concluíram o ensino superior.


Desenvolvimento pessoal

Para o desenvolvimento pessoal, é importante que as pessoas tenham uma mente aberta, disponível para mudanças. Diversas capacidades como a tolerância, compaixão, cooperação, estabelecimento de objectivos ou a disponibilidade para correr alguns riscos serão necessárias para se deixar envolver com espírito de aventura. Broad (2003) observou o desenvolvimento de algumas pessoas que participaram no projecto de reabilitação Gibbon na Tailândia , e verificaram-se alguns relatos de testemunhos que admitem que a sua visão sobre as suas vidas e o mundo mudaram. Algumas pessoas mudaram mesmo de interesses no que toca às suas carreiras profissionais como o caso de McGehee que numa das suas experiencias considerou que afectou a sua futura proveitosa participação em actividades sociais como a conservação da natureza.


Valores ambientais e comportamento

Experiencias com o ambiente promovem o desenvolvimento dos valores ambientais que, em troca, podem levar a um comportamento pró-ambiental. Estudos levados a cabo por Halpenny e Cassie revelam uma posição mediana entre o antropocentrismo e o ecocentrismo. Alguns voluntários são absorvidos pela necessidade de proteger o meio ambiente no qual estiveram inseridos mantendo-o intacto e tão natural como foi criado. Num caso particular estudado sobre voluntários que estiveram no resort Queensland na Austrália foi concluído que este resort atraía mais pessoas que já possuíam uma forte atracção pelo meio ambiente.


Metodologia

O trabalho de campo realizado baseia-se essencialmente em entrevistas realizadas aos turistas voluntários e o objecto de estudo coincide principalmente nas experiencias em turismo ambiental destes voluntários e no seu desenvolvimento pessoal ao longo do tempo.


Greenforce

A Greenforce é uma organização que promove expedições de conservação, terrestres e marítimas, no mundo selvagem de países em desenvolvimento. As expedições baseiam-se em ambientes não alterados como o parque nacional Kafue na Zâmbia. Algumas actividades neste parque consistem na realização de inventários e estimativas do números de exemplares de cada espécie.


As entrevistas

As entrevistas exploram e registam os detalhes sobre os voluntários da expedição. O facto de ser um grupo restrito (14 elementos) trás algumas vantagens para a investigação na medida em que permite uma maior aproximação entre o entrevistador e os entrevistados e consequente melhor expressão de ideias e mais real. Em Kafue o entrevistador levou a cabo 5 entrevistas semi-estruturadas a cada voluntário e focou-se na captação dos sentimentos que a experiencia despertou em cada um. Depois de cada entrevista os dados foram processados e examinados para a próxima entrevista. A sequencia de entrevistas permitiu uma maior abertura e confiança a cada nova entrevista.


Taj Safaris




A Taj Safaris é uma rede de alojamentos na selva indiana que proporciona aos seus clientes experiencias únicas de contacto com a natureza no seu estado selvagem. Através de visitas guiadas por naturalistas da empresa, os clientes terão oportunidade de explorar a fauna e flora da região e com sorte, poderão observar o grande predador, tigre de bengala.




As excursões têm uma parceria com a empresa the Beyond e baseiam-se todas no turismo ecológico auto-sustentável. Esta parceria tem também como objectivo desenvolver projectos que sensibilizem os vizinhos locais para a importância de aderirem à causa da protecção da paisagem natural lindíssima que as florestas indianas oferecem. Este destino é ainda visto como uma boa alternativa ao turismo em África com toda a riqueza que os seus safaris proporcionam a quem vive esta experiencia. Os safaris são guiados e elucidativos sobre a fauna e flora que os visitantes vão encontrar ao longo do percurso.






Active África





A Active África não é um operador turístico, sendo que o seu forte é operar mesmo no terreno. Para quem quer um contacto mais aproximado como o verdadeiro ambiente tradicional e selvagem de comunidades locais é o objectivo, nestes itinerários terá a oportunidade de contactar directamente com os costumes e tradições através de safaris guiados por especialistas totalmente familiarizados com o terreno africano. Caminhadas guiadas com explicação sobre o que vão observando e pratos tradicionais preparados pelos melhores chefes de cozinha da região. O site da empresa explica também o que é viajar em África falando um pouco dos países por onde trabalham.




Conclusão

Este trabalho permite concluir que o turismo ecológico é um ponto fundamental para o futuro do turismo no nosso planeta, como fonte de preservação. Enquanto desfrutamos das nossas férias, é possível fazer algo para o bem do nosso planeta e das suas maravilhosas paisagens. Já para não falar, que cada ser vivo existente no nosso planeta merece essa preocupação, uma vez que, não nos podemos esquecer, somos todos feitos da mesma matéria e o planeta não pertence só aos humanos. Para tal, é importante continuar a elucidar as pessoas sobre o que devem ou não fazer. É incontestável também o quão importante pode ser para o decorrer da nossa vida aprendermos com a natureza toda a sua experiencia de milhões de anos de existência. E estas instituições são até agora, um óptimo meio de viver experiencias que nunca imaginamos viver devido ao que a nossa sociedade nos impõe

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